quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Melhores de 2011: Femme Fatale

Olá, Beautiful Suckers! O fim do ano já chegou e decidi revitalizar algumas resenhas que escrevi sobre alguns ábuns que fizeram sucesso em 2011. Parei e pensei: quem será a primeira vítima? Logo cheguei a conclusão que deveria ser a artista que mais admiro há anos, não só pelo trabalho, mas pela história de vida também: Ms. Britney Spears. Aqui está uma breve review que escrevi na iTunes Store assim que o álbum saiu. Enjoy!

Femme Fatale - Britney Spears


Após sucessos consecutivos desde "... Baby One More Time" até o sutil "Circus", Britney Spears está de volta à indústria musical com o ousado "Femme Fatale". Quem não se surpreendeu ao ouvir o dubstep europeu logo no início do primeiro single, "Hold It Against Me"? Quem não se arrepiou ao se deliciar com o "haaaazzzzyyyyy" assinado pela cantora na segunda estrofe de um dos hits mais tocados pelas rádios mundiais? Mesmo com tantas críticas sobre a performance da rainha do pop no palco, ela mostra que o trono não deve ser dividido com a talentosa Lady GaGa. Só há lugar para uma. E Spears não pretende medir esforços para reivindicar os direitos do mundo pop.

O CD é claramente direcionado a quem precisa de energia para malhar ou dançar. A própria faixa de abertura do álbum torna explícita a alma da obra. "Till The World Ends", co-escrita por Ke$ha, fala sobre abandonar tudo e se deixar levar pela batida da música, mesmo que o mundo esteja acabando. "Big Fat Bass", com participação de Will.i.am, vem com letras fracas, mas uma batida que faz qualquer um se levantar e dançar - embora a repetição do refrão chegue a incomodar depois de um tempo. As únicas "baladas" do setlist - "Inside Out", "Criminal", "Trip to Your Heart" e "He About to Lose Me" - quase perdem as características românticas ao serem envolvidas por dubstep e exgerado auto-tune, que distorce e favorece os dotes vocais da cantora ao mesmo tempo.

A sétima obra de Spears pode não ser a melhor da carreira - confiram "In The Zone" para saber do que estou falando -, mas definitivamente mostra que a moça fez e continuará fazendo história na indústria. Mesmo com nenhuma música da autoria de Britney, a cantora mostra que sabe selecionar a equipe técnica. A participação de Dr. Luke, Max Martin e Ke$ha garantiram um dos melhores álbuns de 2011.

Não se esqueçam de voltar até sábado para mais uma resenha. Até mais, Beautiful Suckers!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sorrateira, iTunes Store chega ao Brasil

A página é atualizada a cada três segundos. A mensagem de serviço indisponível já se estressa em aparecer toda vez que a sessão de musicas é selecionada. Após o menu desaparecer,  a página ficar disponível e a tradução completa de itens, a iTunes Store está finalmente disponível para os brasileiros a partir da noite desta segunda-feira (12).

A Apple, conhecida por apresentar novos produtos com grandes eventos, surpreendeu clientes brasileiros ao lançar o layout completo da loja antes da sexta-feira (18), como sugerido pela revista Veja na última semana. O serviço de compras, porém, ainda permanece indisponível.

O problema não deve durar muito. A equipe técnica do site, localizada em um escritório da Apple em São Paulo, introduziu os conteúdos aos poucos. As opções “Music”, “Movies”, “TV Shows” apareceream timidamente por volta das 23h (horário de Brasília). Em seguida, os itens simplesmente desapareceram do layout brasileiro. Agora, os campos “Música” e “Filmes” já apareceram completamente traduzidos para o Português.

A instabilidade atinge alguns iTunes-freaks pelo País. No Twitter, pessoas do Oiapoque ao Chuí falam sobre as páginas repletas de conteúdos de encher os olhos brasileiros.

Os preços ainda aparecem em dólar. A condição deve mudar em breve, já que a constituição brasileira não permite a venda de produtos em moeda estrangeira.

O que muda agora?

A iTunes Store, lançada nos EUA em 2003, é conhecida por salvar a indústria da música numa época em que o site coreano Rio, o Napster e o MP3.com dominavam o compartilhamento gratuito de  arquivos digitais. Na época, as grandes gravadoras, como Universal e Warner, achavam a idéia do fundador da Apple, Steve Jobs (1995-2011), de oferecer musicas à La carte (compradores podem escolher musicas individualmente de um álbum para levar ao reprodutor portátil) simplesmente maluca. Hoje, a loja é a mais renomada do mundo.

Mas de que forma isso vai afetar os brasileiros? Estamos completamente condicionados a baixar um álbum antes de ir a uma loja física comprar o produto. Poucos serviços (precários, em comparação à gigantesca da maçã), como o prestado pelo Terra, já permitem assinatura de música digital e portabilidade. Porém, os atuais provedores não contam com o acervo musical carregado pela Maçã.

A instantaneidade  de conteúdo é outro atrativo aos olhos e cartões de crédito brasileiros. Se o novo álbum de Rihanna é lançado na iTunes Store americana, o conteúdo deve ser disponibilizado na loja brasileira em poucos dias ou, até mesmo, horas.

Agora é esperar para as músicas e filmes estarem livres para os consumidores digitais de plantão. Bem vinda às terras brasileiras, iTunes Store. Prometemos ser os mais fieis clientes da America Latina.